12 de Dezembro de 2019, atualizado ás 15:12

Alta na cotação do dólar preocupa viagens de final do ano



Por: | Economia

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A alta na cotação do dólar no mês de novembro deixou os brasileiros que estão com viagem marcada para o exterior bastante apreensivos.

Isso porque, somente no mês passado, a moeda americana, que gere todo o turismo mundial, teve um aumento no Brasil de 5% ao que vinha sendo cotado em outros meses.

De acordo com o G1, o dólar fechou no dia 26 de novembro na marca de R$ 4,23, sendo um recorde nominal da moeda americana no Brasil.

Ou seja, esse valor, após a inclusão de taxas, acabava chegando aos clientes que precisavam comprar a moeda pelo valor em torno de R$ 4,50 a R$ 4,70, de acordo com a casa de câmbio escolhida.

Com esses resultados, o Real acabou ficando na 4° posição das moedas que perderam valor em comparação ao dólar, e isso foi um reflexo de algumas incertezas que ronda o setor econômico, seja dentro do Brasil como pelo mundo a fora, segundo levantamento da Austin Rating.

Assim, não foi de espantar que as pessoas que precisavam trocar moeda tiveram que lidar com um problema grave, e começaram a torcer para a queda do dólar antes da data da viagem.

Mas, por que a cotação do dólar teve uma alta nos últimos meses? E qual a perspectiva até o final do ano?

Razões pela alta na cotação do Dólar no Brasil

Alta na cotação do dólar preocupa viagens de final do ano – Foto: Pixabay

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre esse assunto, veja alguns fatores que foram fundamentais para o alta do valor do dólar no Brasil:

Juros baixo

No segundo semestre de 2019, a taxa de juros do Brasil, medida pela Selic, ficou em torno de 5%, e com isso os investimentos estrangeiros tiveram uma queda, proporcionando o avanço do valor do dólar nas casas de câmbio.

Com isso, pela falta deste tipo de investimento, algumas empresas começaram a buscar empréstimo em bancos, e isso faz com que a economia fica instável, proporcionando um aumento no valor da moeda americana.

Ou seja, em virtude a queda da Selic, hoje em 5% ao ano, o Brasil passou a oferecer remuneração menor para investidores estrangeiros, que acabam fazendo seus aportes em outros locais. Grandes indústrias aproveitam os juros baixos para tomar empréstimos aqui e antecipar o pagamento de dívida externa

Fluxo menor de compra da moeda

Portanto, devido a falta de fluxo de compra do dólar em setores de privatização e empresas governamentais, a moeda americana sofreu uma alta, visto o não interesse de estrangeiros em mega leilão do pré-sal, frustrando as expectativas do governo, que contavam com a entrada de recursos de fora para o nosso país.

Problemas internos

Fatores internos também contribuíram com a alta do dólar, como a não aprovação de algumas medidas importantes para o Brasil logo no primeiro semestre de 2019, como a Reforma da Previdência, além do rombo entre janeiro e outubro desde ano, totalizando o valor de US$ 45,657 bilhões.

Impactos devido a guerra entre China e EUA

A briga comercial entre China e EUA também foram um dos fatores que contribuíram com o aumento da cotação do dólar no Brasil.

Ou seja, isso acontece porque todos os países têm alguma relação, seja com a China, EUA ou com os dois, e por isso, essa briga gera problemas nas demais economias mundiais.

Cotação do dólar nos próximos meses

Na última quarta-feira (11), a cotação do dólar caiu em relação aos meses anteriores, chegando à casa de R$ 4,11, uma queda de 7%.

Segundo a UOL, essa ligeira queda do dólar se deu graças a um possível acordo entre EUA e China, anunciado pelo presidente Trump, onde foi cogitado que os EUA poderiam cancelar as cobranças de taxas sobre a entrada de produtos chineses no país americano.

Assim, segundo os economistas, o dólar ainda poderá ficar um bom tempo acima da casa dos R$ 4,00, mas essas mudanças na economia e algumas atitudes políticas no próximo anos pode ajudar na queda da moeda americana, contribuindo para quem pensa em viajar ao exterior nos próximos meses.




Raquel Luciano

  

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